Sempre gostei de escrever, embora como podem ver o jeito nunca foi muito. Nunca fui de fazer diários, mas ia escrevendo em caderninhos sobre o que me ia na alma e nesta minha cabeça pouco católica. No início do mês lá acabei mais um caderninho, que foi o de perdurou mais no tempo, dois anos. Espero não ter de fazer a este o que fiz aos dois anteriores, que tive de os deitar fora, pois os seus conteúdos faziam-me recordar coisas que queria esquecer e deixar para trás. Sei que os podia ter aguardado e nunca mais tocar neles, mas também sei que não resistiria a procura e lê-los, mesmo sabendo que isso me faria abrir feridas bem dolorosas. No que acabei, recentemente, não tenho muitas feridas lá transcritas, talvez por me ter tornado mais cuidadoso, não me deixando ferir com tanta facilidade. Mesmo assim está sujeito a ir parar a um caixote de lixo qualquer. Fosse tão fácil tirar uma recordação da cabeça como é deitar um caderninho ao lixo...
Frescos que falam com Deus
Há 1 mês
13 comentários:
E resulta? deitar fora os caderninhos, evita que penses nas feridas antigas? Comigo não resultaria, mas concordo contigo quem dera que algumas lembranças fosse fáceis de a gente as deixar ir... bjs
Nem sabes o quanto que eu gostaria que isso fosse possível.
Escrever, deitar fora e esquecer...
Não os deites fora! Eu fiz isso no passado e agora tenho muita pena de não os ter guardado!
Bjocas da Tia
Também tenho montes de caderninhos desses, cheios de lembranças, boas e más. Mantenho-os guardados e longe da vista, mas de pouco adianta... as coisas ficam vivas na nossa memória e para essa não há "delete" que resulte.
:-)
às vezes tb encontro cadernos, folhas soltas de coisas que escrevi, umas felizes outras nem tanto...mas não deito fora, não consigo. Bj:)
:)
No princípio deste ano pediram-me isso: "Não escrevas só no blogue. Passa os outros pensamentos para o papel, sente-te escrever, vê a tinta."
Confesso que já tinha saudades...
Mas nisso sou o oposto de ti. Não deito fora, não nego, por maior que seja a memória e a dor. Senão tinha muito de que me desfazer, inclusive de mim mesma...
Beijinho,
Podes deita-lo fora, mas as recordãções ficam...
Bjinho*
É assim como estar sempre a levantar a ponta do penso, a ver se a ferida está a sarar. Acaba por levantar mais um bocado de pele e ainda agrava mais.
Agora vê lá, não faças com a cabeça o mesmo que com os cadernos.
Para apagar recordações não se deita a cabeça fora :PPP
Abraço
Olha, a mimm bem m custa deitar coisas fora...
Mas eu sou uma sentimentalista nostalgica, sem cura!
Beijos***
E que estas feridas fiquem bem fechadinhas! :)
caderninho nunca tive...sempre fiz isso em folhas soltas, que por acasp tambem acabavam no lixo por dois motivos
1º nao voltava a ler e tentava esquecer
2º ninguem as lia...
bjinho
caderninho nunca tive...sempre fiz isso em folhas soltas, que por acasp tambem acabavam no lixo por dois motivos
1º nao voltava a ler e tentava esquecer
2º ninguem as lia...
bjinho
O que não nos mata fortifica-nos, e é assim que a alma dos guerreiros vai aprendendo a ser mais forte :) O caderninho é só papel um dia ao lê-lo ainda t vais rir muito ;)
Concordo contigo. As recordações marcadas a caneta doem, porque são muito mais reais do que qualquer recordação enublada que a nossa cabeça gravou. É o passado tornado presente, e às vezes se queremos viver o futuro temos de deixar algumas coisas que nos prendem para trás. Eu não consigo deitar nada fora, mas percebo porque o fazes.
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